Velhos tempos

Antonia Nery Vanti (Vyrena)

O pensamento voa.
Assim como o tempo,
é veloz e caprichoso!
Traz à memória lembranças
do que estava esquecido
bem distante, no passado!

Refletida no espelho do tempo
vejo-me novamente menina,
livre, sorridente,
cabelos,ao sabor do vento, flutuando
saltitando por verdes campos,
tentando pegar passarinhos,
seus ninhos vasculhando
ou colhendo flores,
de todas as cores,
que encontrava pelo caminho
e fazia ramalhetes
que dava à mamãe,com carinho.

Multiplicam-se as lembranças
ao reviver minha infância
pelo tempo adormecida!

Nas longas noites de inverno
ao pé do fogão à lenha,
lembro papai, de sua vida,
contando a história
que eu, sofregamente, bebia
e guardava na memória!

Quanta saudade
daquela época abençoada,
das brincadeiras do dia a dia,
da infância despreocupada
que o tempo, sem piedade
transformou em passado!

Ah... quão feliz eu era
naqueles tempos de outrora,
Onde  a alegria
mandava a tristeza embora!
Morava lá a felicidade,
que eu, na minha inocência,
não compreendia.
Oh Deus!
Como eu era feliz
e não sabia!

 

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